Os bichos também amam. Pelo menos é isso que as americanas Temple Grandin e Catherine Johnson querem provar. A primeira é bióloga e a outra uma ativista em defesa dos animais. Ao analisar o comportamento de macacos, cães, gatos, porcos, cavalos e galinhas, elas concluíram que, apesar de irracionais, os bichos têm sensações semelhantes ás dos humanos.
Para nós, brasileiros, acreditar nisso nem é tão difícil. Somos um dos povos mais apegados a animais domésticos no mundo.
Quando uma novela leva ao ar um os personagem como chipanzé Xico, de "Caras & Bocas" (2009), a popularidade do folhetim é quase certa. Contracenando com Marcos Pasquim, Xico "interpretava" diversos sentimentos.
Temple e Catherine insistem que os sentimentos animais vão mais além da ficção.
No livro "O bem-estar dos animais" (Ed. Rocco, R$ 40), as americanas descrevem sete centros de emoções básicas no cérebro dos bichos, e que são semelhantes aos nossos: busca, o que seria a nossa determinação, objetividade e persistência; raiva; medo; pânico, significando descontrole; luxúria, ou desejo egoísta; cuidado, precaução; e, por último, a vontade de brincar, parecida com o nosso interesse em se distrair e ter diversão.
FONTE: Jornal ATRIBUNA 19 de junho de 2011.
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